São Paulo 2 x 0 Monterrey – Estréia nervosa

11/02/2010 at 2:05 pm (São Paulo F.C.) (, , )


Tricolor joga sem empolgar mas vence o fraco Monterrey

Na terça feira eram apenas 12 mil ingressos vendidos. Parecia que seria uma estréia com poucos espectadores, mas ao início do jogo tinham 36 mil presentes para ver o São Paulo estrear na Libertadores 2010 em busca do 4º título do continente.

A expectativa era grande e dos jogadores também. Tanto que se viu um SPFC com muita vontade, algum nervosismo que atrapalhou a organização tática da equipe. Aquela organização que a gente pede faz tempo.

Entraram num 4-4-2 com Renato Silva pela direita sem muito efeito. Cléber Santana jogou no meio e ainda não encontrou sua faixa de campo, seu futebol. Acho que por causa da pouca referência que se tem dos atacantes e da falta de alas. Hernanes que era (é) volantes jogou bem avançado pela meia direita. Jean como sempre fez saia de sua posição para cobrir as saídas do volante-meia-atacante.

O esquema são paulino é confuso as vezes. M.Paraíba voltava várias vezes para marcar e nos contra ataques ficava sem opção de lançamento. Washington jogava como pivô mas voltava quando a bola demorava a chegar. Mesmo com Cléber Santana e Hernanes o time não conseguiu encontrar a ligação dos meias e atacantes de forma mais veloz. Os contra ataques saem lentos sem ter para quem lançar no ataque e sem opção pelos lados.

Aí que entra Cicinho e mais tarde Fernandinho. Torço para que eles, em forma, sejam grande resolução para dar mais velocidade ofensiva.

O time mexicano era reserva, mas como sabemos, tem uma cultura argentina de toque de bola muito boa. O SPFC pelo contrário não conseguiu dar 3 ou 4 passes seguidos sem optar pela bola alçada na área. Um erro a ser corrigido.

E para quem presta atenção na movimentação da equipe, os jogdores não tem o reflexo de tocar e correr para receber. Muitos lances em que Washington recebe de costas nenhum jogador, seja ele meia ou atacante, faz a ultrapassagem ou se lança entre a zaga para receber. Uma falha tão simples que eu custo a acreditar que RG não veja e corrija.

Por isso da expressão burocrática em muitos meios. O volante Hernanes, por exemplo, que tem muita posse de bola (às vezes até demais) não entra na área nem por decreto. Se lança ao ataque várias vezes mas gosta de ficar fora da área e dali chutar a gol. Por que?

Mas foi uma vitória importante, 3 pontos e o primeiro passo na Libertadores 2010. A demonstração de raça foi boa com um Xandão cada vez mais admirável e um Miranda centrado como sempre.

Sobre a Independente e o Richarlyson é assunto deles. Sim, não me meto na briga porque por mais que eu apoie o jogador, sentado na arquibancada azul, na laranja ou na amarela, o jogador prefere dar destaque a quem o insulta. Portanto parece gostar desse atrito. Problema dele.

E não quero ser taxado de um sentimento que existe em toda parte, em qualquer meio profissional, em qualquer clube do Brasil. O preconceito ultrapassam as fronteiras do tempo infelizmente.

Jornalistas canalhas, falsos moralistas, tem dessas covardias de taxar uma torcida de homofóbica sem olhar o próprio umbigo. Aposto que ele mesmo seja, e muitos na sua família tenham o sentimento racista, homofóbico, xenófobo, etc.

O jogador permanece no SPFC há 5 anos, sendo alvo de piadas dos grandes meios (inclusive dos que critica a torcida) de clubes rivais, e ainda assim é defendido pelos dirigentes que não se disfazem do atleta-polêmico.

Clubes rivais fariam o mesmo?

Se o torcedor são paulino é homofóbico, é tanto quanto vocês, jornalistas imbecis!

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